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Impacto das Novas Regras do Cartão de Crédito

À partir de abril/2017 o rotativo do cartão de crédito terá uma mudança enorme, especialmente para quem tem o hábito de usa-lo como fonte de financiamento das compras no cartão de crédito. Mas quais os impactos dessa mudança?

Todo usuário de cartão de crédito sabe que o crédito rotativo pode ser uma alternativa boa quando acontece algum problema e não é possível pagar o saldo total da fatura do cartão. Mas também pode ser uma bola de neve e se tornar impagável se não for bem utilizado.

O crédito rotativo é uma forma de financiamento que permite empurrar o pagamento da fatura do cartão, ou de parte dela, para o mês seguinte, porém a uma taxa de juros muito alta. A mais alta do mercado. Se usado por um período curto, apesar de caro, pode ser uma alternativa para não ficar inadimplente.  Mas não é isto que acontece, pois geralmente a conta fica cara de mais para ser paga. E a culpa não é só dos juros altos, mas também da falta de educação financeira dos usuários do cartão, que não conseguem gastar dentro do seu orçamento.

O diretor comercial do CobOnLine, Edson Araújo Filho, explica que “se o usuário do cartão tem um orçamento de R$ 1.000,00, em sua renda mensal, para gastar com compras no cartão, não poderia comprar R$  1.500,00 no cartão. Se isto acontecer então R$ 500,00 irá parar no crédito rotativo por uma questão óbvia: não haverá dinheiro para pagar a fatura total do cartão. É uma questão de falta de planejamento financeiro. E isto sai muito caro,  no final”.

Usar o rotativo é caro. Permanecer nele mês após mês é caríssimo!

Nova Regra

As novas regras determinadas pelo Conselho Monetário Nacional – CMN, restringe o uso do rotativo a apenas um mês. Se após um mês o cliente não quitar o saldo do rotativo, então a operadora de cartão fará o parcelamento da dívida automaticamente. Não será mais uma opção do cliente parcelar ou não o crédito rotativo. Isto evitará o crescimento exponencial da dívida.

Consequências

Na avaliação de Edson Araújo Filho a nova regra gerará duas consequências principais, uma boa e outra ruim para o consumidor:

  1. Evitará o endividamento impagável: Quem entrava no rotativo muitas vezes pensava que no mês seguinte conseguiria pagar o saldo total. Mas quando a conta chegava, o valor dos juros eram muito alto e, por vezes, não permitia pagar  saldo total e novamente se pagava parte. Após três ou quatro meses o valor se tornava exorbitante demais e depois impagável. Agora essa situação não acontecerá mais, pois o parcelamento será automático após 30 dias, a juros bem menores. Essa é a consequência boa;
  2. Diminuição do crédito disponível: A consequência ruim é que até os usuários se adaptarem e deixarem de entrar no rotativo e parcelamento obrigatório haverá uma restrição maior no crédito, uma vez que após 30 dias o usuário será obrigado a parcelar o saldo do cartão. E quando ocorre o parcelamento do saldo, via de regra, ocorre também o bloqueio temporário do cartão, mesmo que exista limite disponível. E só voltará a ser desbloqueado quando o parcelamento for quitado.  Até lá não será possível usar o limite do cartão para novas compras;

Edson Araújo Filho aponta ainda uma terceira consequência que poderá acontecer, especialmente no varejo de baixa renda: a diminuição na quantidade de usuários utilizando a modalidade cartão de crédito. “Com a nova regra as operadoras de cartão tenderão a ser mais criteriosas na concessão de cartão de crédito, pois não é negócio para elas ter muita gente com cartão mas usando o rotativo por mais de 30 dias e depois indo para o parcelamento obrigatório. Só será bom se o usuário pagar a fatura mensal e continuar comprando no cartão no mês seguinte”, avalia.

De fato, no modelo atual o uso do rotativo é uma fonte de recursos importante para as operadoras de cartão, uma vez que se trata da modalidade de crédito mais cara do mercado. Muitas operadoras não tinham mais como negócio as taxas cobradas do comerciante, mas sim o ganho no rotativo. Com o parcelamento obrigatório, o juros serão bem menores ou menos caro, reduzindo o ganho. No final das contas, não será tão interessante para as operadoras. Sem contar que o comércio, que vende no cartão de crédito, quer usuários comprando e não bloqueados por estarem no rotativo há mais de 30 dias.

Edson Araújo também diz que, no varejo de baixa renda, um antigo meio de financiamento pode voltar a ganhar fôlego: o crediário próprio no boleto. Se isto vai mesmo acontecer, só o tempo dirá. Mas se a economia voltar a ganhar força e girar, as vendas crescerão e talvez o crediário próprio venha mesmo a ser uma alternativa nas vendas do varejo de baixa renda. Essa modalidade sempre fez sucesso no varejo, mas o cartão de crédito havia ganhado espaço, especialmente entre os consumidores de baixa renda, diminuindo a participação dos boletos no mercado de crédito. Além disso, a inadimplência no crediário próprio era um risco grande para o comerciante.

Seja como for, o CobOnLine estará sempre à disposição como ferramenta segura e eficiente para a recuperação de inadimplência, especialmente quando a venda é feita no crediário próprio.

Para tirar mais dúvidas sobre a nova regra do Crédito Rotativo, veja link uma interessante na Folha de São Paulo. Clique aqui.

Bons negócios!

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